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[24.9.06]
can you feel a little love? enjoy the silence e sinta. sinta a minha respiração ofegante na sua pele. você não sabe como é. sinta minhas unhas escrevendo em códigos indecifráveis tudo o que você queria ouvir. pense no meu beijo que você nunca sentiu. você não conhece o ritmo dos meus lábios. tente imaginar minha temperatura. será que você poderia perceber meu coração batendo forte na garganta? ele bate, agora ele bate e a culpa é sua. enjoy the silence. i feel you within my mind. se você não se importa, eu me importo. talvez a areia que sobrou tenha chegado até meus olhos. isso dói, arde. você fez o pedaço de pedra que estava aqui dentro lentamente virar areia, nosso inefável lentamente de um mês ou dois. e meu coração teve espaço pra voltar a bater, aquela maldita gelatina vermelha tem vida própria. você é meu intemperismo.talvez a dor punjente determine a hora de parar de ventar, mas são só hipóteses. eu gosto da dor, da dor que você me causa. só a areia que corre dentro de mim e esfola meus vasos me satisfaz. isso é algo intrínseco de quem nunca soube respirar sem o sangue na garganta, nunca soube ver sem a areia nos olhos. enjoy the silence. i feel you. as três palavras fazem o milagre de fugir do clichê. você dói em mim o suficiente para dizê-las assim tão claras. eloqüência? ninguém que tenha um pedaço de gelatina vermelha no peito precisará de eloqüência em tais situações. com você eu não preciso dos meus discursos prolixos, não preciso provar minhas teorias psicodélicas. não estou dizendo que elas fluem entre nós, apenas ressaltando a irrelevância do meu furacão de pensamentos perto do desejo de estar com você. dói, mas eu gosto de sentir você na minha mente. gosto a ponto de querer mais a cada átimo de segundo que minhas células envelhecem. se você não consegue ver tão nitidamente como eu o sentido íntimo desta verborragia, somente enjoy the silence. feel me. seja meu intemperismo enquanto a água não congela e a pedra não se recompõe. :: divina ::
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